Minha vida segue essa uma coisa estranha. Em todos os rumos. E a todo o tempo. InterminávelConstante.
- Outra coisa. Sério... Eu penso e consigo tudo que quero. Mas quando consigo já não quero mais.
Talvez devessêmos aprender o tempo das coisas e andar em harmonia com o resto.
"Viu como eu disse 'Meu amor!'?? Eu direi outras vezes, e coisas piores."
domingo, 16 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
RUMO
O que fazia ali?
Tão só,
Sem casa.
E com a boca suja.
O que fazia ali
A vida?
A andar por entre os túmulos.
Tão sem rumo
E sem casa
Tão sem voz
E sem vida.
Tão só,
Sem casa.
E com a boca suja.
O que fazia ali
A vida?
A andar por entre os túmulos.
Tão sem rumo
E sem casa
Tão sem voz
E sem vida.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Livros

"Ela seria fluída durante toda a vida. Porém o que dominara seus contornos e os atraíra a um centro, o que a iluminara contra o mundo e lhe dera íntimo poder fora o segredo. Nunca saberia pensar nele em termos claros temendo invadir e dissolver a sua imagem. No entanto ele formara no seu interior um núcleo longínquo e vivo e jamais perdera a magia — sustentava-a sua vaguidão insolúvel como a única realidade que para ela sempre deveria ser a perdida. [...]"
[ O Lustre - Clarice Lispector ]
Já é hora do corpo vencer a manhã
Abraçar o nada.
Sentir sua respiração desesperada,
Seu corpo mole.
A crueza de suas mãos tristes,
Seus olhos inexpressivos
Surpreendentemente tão coloridos.
O abraço pequeno repleto
De vontade e de urgência.
Frio nas peles resecadas
Que se desejam e não se tocam,
O não encontro
E o abraço forte dado no ar.
poemeta adolescente pseudo-depressivo
Solidão esbranquiçada
E líquida
Escorre brota
Dentro-fora
Do corpo.
Corpo sozinho.
Pensa pouco.
Sente.
Escuta e entende
Tudo.
Olhos fechados
Na meia penumbra.
O vento bate a porta.
O papel estava em branco.
O corpo
Pouco pensante
E sozinho
Em meio
À líquida
E falsa solidão,
Olhos serrados
No quase escuro do quarto,
Deseja sultilmente
Uma morte rápida e prazerosa.
Escreve.
Esquece.
Vive.
E líquida
Escorre brota
Dentro-fora
Do corpo.
Corpo sozinho.
Pensa pouco.
Sente.
Escuta e entende
Tudo.
Olhos fechados
Na meia penumbra.
O vento bate a porta.
O papel estava em branco.
O corpo
Pouco pensante
E sozinho
Em meio
À líquida
E falsa solidão,
Olhos serrados
No quase escuro do quarto,
Deseja sultilmente
Uma morte rápida e prazerosa.
Escreve.
Esquece.
Vive.
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