
Eu quero um teatro de dentro. Que rasgue, corte a carne... A catarse com os valores do teatro pós-moderno. Não o vazio do teatro pós-moderno. Não o teatro pós-moderno. Nem o teatrão de antigamente. Quero verdade. Entrega. Não um diretor carrasco. Não uma turminha perdida do vocacional. Atores criando-pensando. Diretor generoso. Que o exercício da profissão do ator seja sagrada, intensa, inevitável... Que o ator morra se não puder exercê-la. Que eu morra se não puder encontrar esse teatro. Se existir um texto... que ele seja a exploração de uma inquietação interna comum a todos, público, elenco, diretor, mundo... Entrar sem pudores nas inquietações coletivas, da alma, entranhadas na carne, no coração. Todo o sentimentalismo inútil. A exatidão cirúrgica, sequidão necessária. Quero só sinceridade. Que esse dilacerar da carne seja o reflexo também de uma inquietação-grito social. Incitação a uma sociedade pós capitalismo-comunismo-tudo-fudido.
Não que se vá descobrir tudo que buscamos. Não é utópico. Pelo contrário, é prático porque é verdadeiro.
Possível.

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