segunda-feira, 10 de agosto de 2009

poemeta adolescente pseudo-depressivo

Solidão esbranquiçada
E líquida
Escorre brota
Dentro-fora
Do corpo.

Corpo sozinho.
Pensa pouco.
Sente.
Escuta e entende
Tudo.

Olhos fechados
Na meia penumbra.
O vento bate a porta.
O papel estava em branco.

O corpo
Pouco pensante
E sozinho
Em meio
À líquida
E falsa solidão,
Olhos serrados
No quase escuro do quarto,
Deseja sultilmente
Uma morte rápida e prazerosa.

Escreve.
Esquece.
Vive.

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